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13 dicas para evitar o uso indevido do CPF

outubro 1, 2015 by Administrador in Negócios, Notícias with 0 Comments

Ficar com o nome sujo já é ruim se o motivo é a falta de pagamento do próprio consumidor. Mas ficar com o nome sujo por conta de uma fraude é bem pior.

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Segundo dados do SPC Brasil, cerca de 54% dos consumidores já foram vítimas de algum tipo de fraude, um número que representa cerca de 5,4 milhões de brasileiros apenas nas capitais do país.

Como evitar que alguém use seus dados para fazer compras, abrir empresa, abrir conta em banco ou até financiar algum bem em seu nome?

Segundo Fernando Cosenza, diretor de marketing, inovação e sustentabilidade da Boa Vista SCPC, com frequência as pessoas só descobrem que estão com o nome sujo no pior momento: quando vão precisar de crédito.

Confira a situação do CPF a cada 20 dias

Uma maneira de evitar essa situação é fazer a pesquisa do CPF a cada 20 dias, afirma Cosenza. “Se a pessoa perceber a fraude rapidamente, dá tempo de avisar o credor e o nome pode nem ir para o cadastro de inadimplência”, diz.

Isso acontece porque as empresas costumam tentar renegociar com o cliente antes de enviar o nome para o cadastro. Além disso, o registro público da inadimplência só é feito após 10 dias do contato com o cliente.

A pesquisa do CPF pode ser feita de forma gratuita pelo site da Boa Vista SCPC e Serasa Experian ou nos balcões de atendimento da Boa Vista SCPC e Serasa Experian. O SPC Brasil apenas disponibiliza a consulta gratuita em seus balcões de atendimento.

Se for roubado, avise

Outra dica importante para evitar o uso indevido dos documentos é enviar um alerta para as centrais de proteção ao crédito no caso de ter o documento extraviado ou roubado. O alerta é gratuito e emitido assim que o cliente informa a perda ou roubo.

“Como as empresas consultam as centrais antes de fornecer o crédito, elas já terão de tomar um cuidado adicional no caso de descobrir que uma pessoa porta um documento roubado ou extraviado”, avalia André Frutuoso, gerente de serviços antifraude da Serasa Experian.

O executivo diz que esse alerta deve ser feito mesmo se o documento já foi roubado ou extraviado há muitos anos.

“No caso do CPF, há um registro único. Mas se o documento foi um RG, por exemplo, o sistema não é centralizado, o que pode facilitar alguma eventual fraude.”

As centrais também disponibilizam um serviço pago de monitoramento constante do CPF, cujo custo gira em torno de R$ 10 mensais, em planos anuais.

É importante lembrar que o nome pode estar sujo em uma central de crédito e não estar em outra.

Veja, a seguir, algumas dicas para evitar ter problemas com o CPF:

1 – Mantenha os documentos à vista

Não deixe o documento na mão de qualquer pessoa. Não permita que as pessoas (em restaurantes ou postos de gasolina, por exemplo) levem cartões e documentos para longe de você, porque é nesse momento que eles são clonados. Não ande com muitos documentos originais; prefira cópias quando possível

2 – Cuidado com compras pela internet

Na internet, o perigo é maior porque não é necessário passar o cartão fisicamente com o chip e digitar a senha, o que já facilita a fraude. Apenas utilize sites confiáveis

3 – Cuidado com documentos jogados no lixo

Cartões devem ser totalmente cortados antes de serem jogados fora. Documentos como cartas e faturas devem ser picados. Nunca jogue documentos inteiros no lixo

4 – Redobre a atenção com e-mails

Os fraudadores se utilizam de e-mails falsos, o chamado phishing, para obter dados cadastrais dos internautas e também para enviar vírus que captam informações do computador. Não abra e-mails de desconhecidos nem clique nos links

5 – Não passe dados à distância

Não atualize dados bancários pela internet nem pelo telefone. Faça a atualização cadastral no próprio banco. Os bancos não pedem informações por e-mail. Caso tenha que atualizar algum cadastro de loja, procure pessoalmente a empresa ou ligue diretamente no serviço de atendimento ao consumidor

6 – Atenção ao uso do internet banking

Se for usar o banco pela internet, certifique-se de digitar o site do banco e não clicar em qualquer link, pois os fraudadores imitam as páginas. Quando for efetuar pagamentos ou realizar outras operações financeiras, certifique-se de que está no site desejado clicando sobre o cadeado e/ou a chave de segurança que aparece ao lado de onde se digita o endereço do site

7 – Cuidado no banco

Não peça nem aceite ajuda de estranhos no banco. Eles podem trocar o cartão, observar a digitação da senha ou instalar equipamentos chamados “chupa-cabras” para clonar os dados do cartão. Se a máquina for a única em funcionamento, desconfie

8 – Cuidado com telefones, internet e computadores públicos

Evite acessar seu e-mail ou o site do seu banco em computadores públicos e celulares de outras pessoas. Instale um antivírus em seu celular e em seu computador pessoal. Atualize-os e faça a varredura com frequência

9 – Não se esqueça de “sair”

Utilize o botão “sair” ou equivalente ao sair de sites com senhas, inclusive de bancos, programas, e-mails e redes sociais. Isso evita que seus dados pessoais fiquem armazenados no computador ou disponíveis para acesso de fraudadores

10 – Lá vem o golpe!

Desconfie de resgates de prêmios oferecidos pessoalmente, por e-mail ou por SMS se pedirem para você depositar algum valor para, depois, receber a tal quantia. Oportunidades de ganho fácil costumam ser golpes

11 – Cuidado com promoções

Cuidado ao preencher dados cadastrais em sites de promoção. Estas páginas podem não ser tão seguras, e seus dados podem acabar caindo nas mãos de fraudadores

12 – De olho nas redes sociais

Até as redes sociais têm sido usadas para aplicar golpes. Fraudadores aproveitam-se de assuntos que levam à comoção para promover falsos abaixo-assinados e obter dados das pessoas. Evite

13 – Se perder documentos ou cair em um golpe

Faça um boletim de ocorrência e avise as centrais de proteção ao crédito imediatamente. Entre em contato com a empresa se notar que houve alguma fraude em seu nome